sexta-feira, julho 01, 2011

Se o sono é meu não é de mais ninguém.






Desde um dia que eu não sei quando, alguém me disse que quando você está com sono é quando você consegue visualizar o mundo como este de fato é.
Odeio repetir a palavra FATO em todas as coisas que escrevo.
O mundo tá calmo do lado de fora, só ouço o ar condicionado e o som de portas batidas, elevadores subindo ou descendo com almas penadas do lado de dentro.
Não me irrito com nada, a não ser a dor nos braços que não sei de onde veio.
Aqui podia ter mais cores, menos gente, mais pessoas.
A hora agora podia passar rápido, e espero que com este texto inútil ela se comova e comece a passar.
Nem sei se vou postar isso, e tenho vergonha quando me lêem.
Não vou falar nenhum palavrão aqui. Crescer é bom, é disso que eu tô falando.
Crescer é bom, ser gente grande, não.
Não quero parecer poeta ou fazer jus ao curso de letras que eu levo nas coxas, sem nenhum orgulho disso.
Eu podia ser uma pessoa melhor, só não quero agora. (talvez quando você quiser seja tarde demais, mimimimimi, já disse que não vou dizer nenhum palavrão.)
Eu quero aquilo que a Cássia Eller canta naquela música que começa como este parágrafo, cuja música nem dela é. Eu quero aquele que agorinha mesmo senti entre as pernas, braços e coração saltando nos olhos... Eu não quero julgamentos externos ou mesmo internos. Tô poetizando vômito, vomitizando poesia. Não queria essa palavra feia nesse texto, mas já disse que não vou falar palavrões.
A mosca podia pousar na minha sopa.
Ao mesmo tempo que quero muito sair daqui queria ficar aqui mais um bom, bom e bom tempo.
Há tempos não escrevia, daí tô escrevendo tudo sem pudor, alguma dor e mais cansaço.
Não ligo pro tempo ultimamente, ou ligo demais.
Podia correr e parar, correr e parar, correr e parar pra que aqueles momentos se mostrassem mais um pouco.
Rebobinar, essa é a palavra que acho que nem meus primos que nasceram na década de 90 sabem mais o que é.
Não tenho arrependimentos, assim como Cássia Eller também canta na música que não é dela. Não me arrependo de nada.
Minha monografia podia ser escrita assim.
Sou Pós-Moderna Émile Andrade.
Corações e Florzinhas subjetivistas e não anarquistas ou anarquistas, ou adúlteras.
Sou vanguardista.
Sou o que sou e ninguém vai me mudar, HÁ!
Sou música, sou filme.
Música de surdo, filme documentado.

Vou postar pois não devo nada a ninguém.
A boca é minha, os dedos são meus, o céLLLebro é meu e ninguém tem nada a ver com isso.

sábado, janeiro 01, 2011

Mais eu que eu mesma.

Maybe me, maybe no.

não sei se quero essa ideia pra sempre em mim
mas quero hoje!
por isso não vou tatuar
que sejam marcas agradáveis e passageiras

que marque os meus momentos como quiser
sejam intensos, ilimitados, irrazoáveis, clássicos e não metódicos
não vai ser a última vez que incendeio isso
não me canso de acertar ou errar

o que quero não importa
quero mesmo é saber se quer igual
a verdade é que nunca minto
verdade também é minha inconstância

então me leve a sério sorrindo.

Escrito por Wile Ortros, inspirado no meu blog, logo, sobre mim!
Porque pra me definir tão bem há de ser poeta! =]
Brigada Wile, mesmo depois de tanto tempo!
http://wileortros.blogspot.com/

terça-feira, julho 06, 2010

closer.

Vim tentar escrever, pra desabafar, pra tentar expor a minha indignação quanto a essa vida cíclica e cada vez mais sentimentalmente cíclica.
Mas meu orgulho não consegue nunca dizer alguma coisa digna de ser escrita, que não sejam xingamentos ou praguejamentos.

Deixa pra depois...

terça-feira, junho 29, 2010

de Mim, para Mim.











Eu sou
Sou de pensamento pulsante, de penso da imaginação,
Sou de cor e de abstraísmo, de estranhice de coração!
Sou de fogo aumentado, de frio de beijo gelado
de broto de arrependição!
De lembrança machucada, de passado mal falado
de flocos, de armação!
Sou desse corpo enraízado, dessa leveza tão pesada
Desse meu mundo, que MUNDÃO!
Sou aquarela mal pintada, de coisas lindas mascaradas
Melancolia, tristeza NÃO!
Eu sou de tanta gente junta, de tantos olhos robustos
de todas as bocas, quanta aflição!
Eu sou de osso e também carne, de rosto e também arte
Mas não passo de uma invenção!

Eu sou você, pra não dizer que não falei das flores!
Mari Persan! =]

quinta-feira, junho 10, 2010

De não sei quando


Irritação... pele, corpo, mente. Com motivos. Isso aqui tem virado um diário de conflitos internos, desilusões, crises... vômitos de palavras que só eu entendo. Me têm sido útil aos constantes desabafos necessários que o tempo não me deixa contar, ou a falta dele. Sensível... pele, corpo, mente, coração. Dor física, e como dói. Abre por dentro, expõe, dilacera. Come cru, sente raiva, ódio, vontade de matar, morrer, sumir... não sente mais.
Tá esfriando, fato! Eu vou junto, senguindo minha puta instabilidade, descrença e ilusão de ser bem-resolvida, segura de mim.
Me cansei de passar a semana esperando o fim dela e o resto desesperada com o próximo começo.
Eu não ganhei presentes (nem vou ganhar!), nem troféus de "a mais engraçada", muito menos pra mais bem humorada.
Os artifícios foram bem usados.
É bem verdade, eu também fico constrangida. Mas são meus. Eu prezo pelo que é meu.
É, é bem verdade. Eu devo mesmo dormir e acordar sozinha no fim, pelo menos ainda tenho a opção dos 25 gatos no apartamento... e a TV.


ps: eu não sei mais da metade do que eu tô falando. Encontrei isso escrito num caderno meu eu não tenho noção do que estava passando no momento. Sei que ri no final.
Não... nem tô sentindo essas coisas agora... mas sei q vou voltar a sentir qualquer dia desses.
Quando for eu aviso!
=]

quinta-feira, abril 15, 2010

Cliché [I would like to call it beauty]


-Sempre o mesmo branco esperando por rabiscos de respostas sem perguntas... Nem sempre branco, nunca o céu azul.

-O céu azul não é de nada, eu prefiro os dias nublados. O nublado se reflete, é frio, calculista... Mais claro, é branco!

-...

Alguma coisa sobre o destino fora mencionada e deixaram para tras, apagou-se.

É de tudo um pouco de nada, de pensamento brando de branco nublado, de imaginações com enxaquecas e músicas que palpitam o coração.

De tudo torto, do passado torto, de estrelas cadentes do frio deitado de costas.

Pensamento solto, torto.

Nada acaba porque quer.

Eu não lembro mais de nada.

Tô em branco.

quarta-feira, abril 14, 2010

'Eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes. Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Sobre o que é o amor, sobre o que eu nem sei quem sou...
Se hoje eu sou estrela, amanhã já se apagou. Se hoje eu te odeio , amanhã lhe tenho amor, lhe tenho amor, lhe tenho horror, lhe faço amor, eu sou um ator.

É chato chegar a um objetivo num instante. Eu quero viver nessa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...

Eu vou desdizer aquilo tudo que eu lhe disse antes
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante.'